domingo, 22 de janeiro de 2012

such an important thing!

A vida é uma coisa interessante não é mesmo? A gente se estressa por tanta coisa boba e acaba esquecendo daquilo que é mais imprescindível em nossas vidas.
Também é difícil delimitar aquilo que é imprescindível, ainda mais se fazemos as coisas tão no automático ou mesmo sem se identificar. Mas é um exercício necessário. No final a gente só tem isso.
Por mais que tenhamos ilusões ou não queiramos enxergar, somos seres sozinhos. Mas que fique claro que isso é diferente de solitários! Sentimos, pensamos, sofremos sozinhos. Eu sinceramente acho melhor assim. Não porque queira me isolar (embora de algumas pessoas sim), mas porque às vezes é tão difícil de entendermos os outros, por que os outros nos entenderiam tão facilmente? Eu gosto de experimentar meus sentimentos, por mais amargos que eles sejam, pois assim aprendo a superá-los. Também gosto de conversar com as pessoas e ouvir seus pontos de vista. Mas com humildade, acreditando que elas podem, mas não necessariamente vão me auxiliar. Acho que isso também se faz necessário na minha profissão, pois tenho de ter a consciência de que não vou 'curar' ou 'resolver' o problema de ninguém, vou auxiliar. No final, as respostas estão sempre dentro de nós mesmas e/ou no mundo, só precisando de uma visão mais aguçada.

Gosto de aprender as coisas sozinhas, de me questionar, de vivenciar. Gosto também de compartilhar com aqueles que podem ou não apreciar, e que se não apreciam, que seja com respeito. Mas eu gosto, acima de tudo, desse negócio de viver. Pode ser (e é) muito difícil às vezes, mas em outras somente o fato de ler um livro bom, que me ensina muito a apreciar a vida é gratificante. Não quero me perder desses momentos, por mais estressada que eu esteja e por mais que eles demorem pra chegar.
Assim espero levar meu penúltimo semestre na faculdade (que se inicia em breve): levemente, aproveitando cada momento meu e também os compartilhados com os que amo!
Ótimos momentos para vocês também!
Beijos, Larissa.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

rema, rema....

Ninguém disse que as coisas seriam fáceis, não é mesmo? Principalmente para alguém que não faz parte da classe alta. Mas também não disseram que ia ser tão difícil assim pra conseguir marcar uma viagem.
Depois de 6 meses planejando, minha viagem de 23 dias para várias cidades do Peru virou só 7 dias em Cusco.
Tudo bem, estou feliz, pois finalmente poderei realizar meu sonho de conhecer Machu Picchu. Mas estou triste em deixar pra conhecer outros lugares do Peru pra depois. A minha vontade é voltar para lá, assim que puder.
Enquanto isso a vida segue e se Deus quiser, seguirei um dia de cada vez, com confiança de que o futuro reservado para nós será o mais bonito que puder!
Beijos, Larissa.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

?

eu estou oficialmente cansada de tanta ladainha.
e oficialmente sem palavras pra descrever a ladainha de que estou falando.


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

I´ll set fire to the rain [when?]

Conheci essa música da Adele há 4 dias e senti uma imensa atração por aquela voz triste, sofrida...
E ela me inspirou a acabar com a chuva que tem sido meus sentimentos... É muito difícil crescer, tomar decisões, ficar numa encruzilhada...
Sempre fui assim, mas parece que, com o tempo, essa sensação foi piorando, junto com o crescimento da demanda por atitudes mais maduras, ou pelo menos por menos sofrimento na hora de tomar uma decisão. Infelizmente não cheguei nesse patamar e meu coração tem sofrido bastante por causa dessas coisas...
Parece que a chuva está prevalecendo, me deixando com muito medo do que virá no futuro, sem saber como agir e o que pensar diante das situações que se desvelam...
É tão incrível quando a gente pensa ser capaz de passar por todos os problemas, que nada vai nos abalar; mas e quando você tem a certeza absoluta de que você não será capaz de aguentar e sente que os problemas vão se somar ao invés de se resolverem? O que se faz? Se desespera e deixa tudo como está? Fica paralisada?
Isso me revolta, mas meus pés estão atados e sinto que nada dará certo.


"Eu te disse, e meu ouvirás repeti-lo uma infinidade de vezes: deixa que se faça a vontade do Pai, abandona-te em suas mãos, aninha-te na centelha. Ela fará o resto. Aceita que és um filho de Deus e que nada mudará essa realidade-presente. A centelha, então, trabalhará, e tu perceberás a mudança, pouco a pouco. O medo, como te dizia, desaparecerá. Já não te acovardarão as dificuldades, nem concederás tanta importância às angústias próprias da vida na matéria. A dor e o sofrimento chegarão, mas não te derrubarão. A velhice não te assustará. Nada poderá te atemorizar. Serás livre, enfim. Estarás no caminho do reino."


"É bom que saibas que a nismah é uma criatura real, e que é de tua posse. É o presente do Pai quando te imagina e apareces. Vive, portanto, e de acordo com o bom-senso. Isso é tudo.
Hesitou alguns segundos e finalmente concluiu:
Vive o bom e o mau. Vive! É disso que se trata. Esta experiência na carne é única. A nismah guarda tudo, mas alimenta-a especialmente com a imaginação. Sonha o quanto puderes. Os sonhos são sua fraqueza. Os sonhos a fazem crescer. Em cada sonho se esconde uma pérola, e tu deves encontrá-la."


"A pérola do sonho é o símbolo da nismah. Imagina quanto puderes, e ela, a alma, encher-se-á de paz."
Cavalo de Troia, 9


Só um livro? Somente simples palavras jogadas ao vento? Não sei... Prefiro confiar, apesar dos pesares.
Beijos, Larissa.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

last night she said...

Em um momento do 31/12/11 escolhi ver a Gabi Veiga em "A Fé Solúvel", minha música preferida do Teatro Mágico, para me inspirar... então:

Bons ventos para nós
para assim sempre
soprar sobre nós

Beijos, e bom 2012! Larissa.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

pra fechar

2012 já está aí e as postagens de 2011 vão-se. 
E fecho com um poema muito legal que achei no livro "O jogo das contas de vidro" de Hermann Hesse. Esse é um livro que eu comecei a ler em 2009, mas não gostei e abandonei. Apesar do começo ser muito chato, o resto da obra (dividida em 3 partes) é muito legal, tem esses poemas e algumas outras histórias, escritas pelo heterônimo José Servo!
Segue então um poema que me marcou e vai seguir comigo!
Bom 2012! Beijos, Larissa.

DEGRAUS

Assim como as flores murchas e a juventude
Dão lugar à velhice, assim floresce
Cada período de vida, e a sabedoria e a virtude,
Cada um a seu tempo, pois não podem
Durar eternamente. O coração
A cada chamado da vida deve estar
Pronto para a partida e um novo início,
Para corajosamente e sem tristeza
Entregar-se a outros, novos compromissos.
Em todo começo reside um encanto
Que nos protege e ajuda a viver

Os espaços, um a um, devíamos
Com jovialidade percorrer,
Sem nos deixar prender a nenhum deles
Qual uma pátria;
O Espírito Universal não quer atar-nos
Nem nos que encerrar, mas sim
Elevar-nos degrau por degrau, nos ampliando o ser.
Se nos sentimos bem aclimatados
Num círculo de vida e habituados,
Nos ameaça o sono; e só quem de contínuo
Está pronto a partir e a viajar
Se furtará à paralisação do costumeiro.

Mesmo a hora da morte talvez nos envie
Novos espaços recenados
O apelo da vida que nos chama não tem fim...
Sus, coração, despede-te e haure saúde!


domingo, 25 de dezembro de 2011

Lição de Natal nº1

Festa de Natal é assim mesmo: a família se reúne pra comemorar o nascimento de Jesus.
É nessas festas que eu consigo perceber as diferenças que existem entre eu e minha família. E também percebo o quanto me acostumei (mais do que imaginava) em morar sozinha, longe deles.
Eu realmente gostaria de não estar escrevendo essas coisas, queria mesmo era exaltar a união entre minha família, a consonância de pensamentos e ideais, mas infelizmente essa é uma falácia né? Minha TPM até pode ter influenciado minha vontade de me isolar, mesmo assim, as flutuações externas (desnecessárias) também me influenciaram...
Acho que uma coisa que me deixou pensativa está descrita nessa charge:
Não entendo como as pessoas se sentem bem ao "ficarem" (ou aparentarem) juntas e unidas, quando na verdade não se sentem assim. Também não entendo como as pessoas contam histórias sendo que só tratam de histórias envolvendo vícios, egoísmo, "maus costumes" (ou valores completamente diferentes dos meus) e ainda conseguem achar graça, como se estivessem aproveitando a vida (e não acabando com ela) dessa forma.
É nessas festas de família (infelizmente) que penso nos valores que não quero passar aos meus filhos, pensar que não quero criar uma relação envolvendo mentiras, críticas, egoísmo... E, principalmente, uma coisa que me deixa maluca: não quero, de forma alguma, que minhas razões fiquem injustificadas aos meus filhos, quero explicar o porquê de minhas decisões; antes de tudo, uma relação parental deve envolver autoridade, mas não autoritarismo.
Espero conseguir passar os valores que desejo aos meus filhos e ter uma boa relação com eles, em que ninguém se sentirá menosprezado em suas vontades e conseguirá realizar aquilo que deseja, além de fazer com que eles me sintam como alguém com quem podem contar, confiar...
A partir de agora vou começar a refletir sobre essas festas natalinas e as famílias em geral...!
Boas noites e até breve!
(Terei reflexões ano-novísticas???)
Beijos, Larissa.