2012 já está aí e as postagens de 2011 vão-se.
E fecho com um poema muito legal que achei no livro "O jogo das contas de vidro" de Hermann Hesse. Esse é um livro que eu comecei a ler em 2009, mas não gostei e abandonei. Apesar do começo ser muito chato, o resto da obra (dividida em 3 partes) é muito legal, tem esses poemas e algumas outras histórias, escritas pelo heterônimo José Servo!
Segue então um poema que me marcou e vai seguir comigo!
Bom 2012! Beijos, Larissa.
DEGRAUS
Assim como as flores murchas e a juventude
Dão lugar à velhice, assim floresce
Cada período de vida, e a sabedoria e a virtude,
Cada um a seu tempo, pois não podem
Durar eternamente. O coração
A cada chamado da vida deve estar
Pronto para a partida e um novo início,
Para corajosamente e sem tristeza
Entregar-se a outros, novos compromissos.
Em todo começo reside um encanto
Que nos protege e ajuda a viver
Os espaços, um a um, devíamos
Com jovialidade percorrer,
Sem nos deixar prender a nenhum deles
Qual uma pátria;
O Espírito Universal não quer atar-nos
Nem nos que encerrar, mas sim
Elevar-nos degrau por degrau, nos ampliando o ser.
Se nos sentimos bem aclimatados
Num círculo de vida e habituados,
Nos ameaça o sono; e só quem de contínuo
Está pronto a partir e a viajar
Se furtará à paralisação do costumeiro.
Mesmo a hora da morte talvez nos envie
Novos espaços recenados
O apelo da vida que nos chama não tem fim...
Sus, coração, despede-te e haure saúde!

2 comentários:
Absurdamente adequado para o ano novo. :)
Melhor poema para iniciar um novo ano, um novo ciclo e uma nova vida. Que 2012 seja um ano maravilhoso! Ah, adorei a corujinha da foto ahuahauh
Beijos!
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